Condomínios devem ter espaço reservado para armazenar o lixo

Quem não respeita horários de coleta na rua pode pagar multa. Márcio Rachkorsky responde dúvidas sobre o assunto no SPTV.

Cuidar da coleta de lixo nos condomínios é um desafio para os síndicos. Muitos prédios não tem espaço adequado para que os moradores coloquem os saquinhos. Outros usam uma lixeira de ferro, na calçada, o que é proibido.

Moradores de um condomínio no Sacomã, na Zona Sul de São Paulo, que não possui espaço para lixeira, têm de levar o saquinho direto para o térreo. Mas a regra não agrada a todo mundo, como mostrou reportagem do SPTV desta terça-feira (28).

“Ele têm inconvenientes, como o aumento do uso de energia, de elevador, respingos que algum morador pode deixar cair. Então nós estamos implementando a coleta ativa. Nós vamos até o morador e tiramos o lixo no horário determinado. Se o morador não puder tirar o lixo, aí sim ele continua entregando no mesmo sistema”, explica o síndico André Fernandes.

Se você tem algum caso para contar ou alguma pergunta para fazer sobre vida em condomínio, envie para nós. Você pode falar dos problemas com vizinhos ou mostrar alguma solução criativa que seu prédio encontrou para melhorar a vida das pessoas.

Enquanto a mudança não vem, muita gente leva o lixo para o depósito, onde também tem espaço para pilhas, baterias e para óleo.

Só que do lado de fora do condomínio, a situação é completamente diferente. Tem lixo até na calçada, o que é muito desagradável e atrapalha a circulação dos pedestres. Fora que a lixeira de ferro é irregular. O certo seria ter um lugar fechado, como uma casinha, perto do muro e com fácil acesso coletor.

A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) recomenda que os condomínios que não têm um local apropriado deixem o lixo na calçada, duas horas antes do caminhão passar, ou às 18h, se a coleta for à noite. As lixeiras de ferro foram proibidas em 2005, por ocupar um grande espaço das calçadas.

“A gente não tem uma administração, uma coordenação disso com a Prefeitura. Talvez se a gente tivesse um esquema de coordenar isso com a Prefeitura isso poderia mudar. Mas nós não temos”, explica Fernandes.

Num condomínio do Ipiranga, na Zona Sul, a síndica arrumou uma solução, mas ela conta com a boa vontade do coletor. “Ele é recolhido, à noite, e o próprio lixeiro que faz o recolhimento da rua, ele tem uma chave. Então ele abre nosso depósito, tira todo o lixo, não faz sujeira, não fica nada esparramado”, conta a síndica Rosângela Grafetto.

Os condomínios que não respeitam os horários para colocar o lixo na rua podem pagar multa que varia de R$ 600 a R$ 15 mil. A Amlurb ressalta que a fiscalização é feita pelas subprefeituras.

Fonte: g1.globo.com